Cenário eleitoral em Minas Gerais é uma ‘mistura de polarização com oportunismo’, afirma Simões

Governador de Minas Gerais critica alianças e decisões políticas em Brasília, afirma que cenário eleitoral é uma mistura de polarização e oportunismo.

Governador de Minas Gerais fala sobre cenário eleitoral e alianças políticas em Brasília
Governador de Minas Gerais fala sobre cenário eleitoral e alianças políticas em Brasília

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou o cenário eleitoral do Estado, afirmando que é uma “mistura de polarização com oportunismo”. Durante uma convenção do PSD, ele destacou a falta de decisões claras e a influência de partidos em Brasília na definição de candidaturas. Simões lamentou que muitas escolhas sejam feitas fora do Estado, em jantares que envolvem partidos como PP, União Brasil e Republicanos. Ele reforçou que os políticos mineiros devem ter voz ativa nas decisões.

Decisões políticas e alianças em Brasília

Simões fez referência a jantares em Brasília, onde o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) discutiu a possibilidade de ser candidato ao governo de Minas Gerais. Aro, que era pré-candidato ao Senado na chapa de Simões, desfez a aliança na sexta-feira (31/7). O governador criticou a falta de clareza nas decisões e destacou que o partido deve dar autonomia aos políticos mineiros para definir candidaturas. “Na nossa chapa são os políticos mineiros que decidem”, afirmou. O PSD confirmou a candidatura de Simões à reeleição e também confirmou o senador Carlos Viana (PSD) como candidato à reeleição. O partido ainda não definiu o segundo nome para concorrer ao Senado e nem o candidato à vice-governador. O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, destacou que o nome do candidato a vice deve ser definido em acordo com o Novo, que sugeriu Fernanda Pereira Altoé e Tiago Mitraud como possíveis nomes.

Críticas a Eduardo Cunha e a aliança com o Avante

Simões também criticou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que reagiu em redes sociais dizendo ter sido “agredido de forma baixa” por ele. Cunha acusou Simões de agir “no desespero do seu isolamento político e da acachapante derrota que vai sofrer”. O governador destacou que o PSD tem alianças com o Avante e o DC e que a Executiva do Estado tem autonomia para firmar novas alianças. O presidente nacional do Avante, Luís Tibé, reafirmou o apoio ao candidato.

O governador fez um balanço da gestão que dividiu com o ex-governador Romeu Zema (Novo), destacando que juntos criaram um novo modelo de gestão. “Minas era o Estado do ‘não’ para o povo e do ‘sim’ apenas para os amigos do poder. Foi esse modelo velho que quebrou o Estado e comprometeu o futuro dos mineiros”, afirmou. Ele destacou que a avaliação do governo é de 55% de bom e ótimo, o que significa que a maioria dos mineiros aprovam o trabalho realizado.

O governo tem 55% de avaliação positiva, segundo pesquisa recente.

O governador também criticou a candidatura do PT, que tem como candidato ao governo o deputado Patrus Ananias. O partido definiu a ex-prefeita Marília Campos como candidata ao Senado e ainda negocia alianças e nomes para vice-governador e senador. O PSD chegou a avaliar uma composição com a federação PSDB-Cidadania, para ter Aécio Neves (PSDB) como segundo nome para concorrer ao Senado.