Renan Santos: Brasile precisa de ajuste fiscal de R$ 250 bilhões por ano
Renan Santos propõe ajuste fiscal de R$ 250 bilhões por ano para combattere despesas excessivas e reduzir juros.
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Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, afirmou durante uma sabatina que o Brasil precisa de um ajuste fiscal de R$ 250 bilhões por ano para reduzir despesas e estimular investimentos. O político defendeu a revisão de incentivos fiscais, a desindexação de gastos e a desvinculação de despesas, destacando a necessidade de cortar gastos obrigatórios para ajudar o Banco Central a reduzir os juros, que atualmente estão em 14% ao ano. Santos também criticou o modelo atual de emendas parlamentares, chamando-o de “base da roubalheira” e defendendo que os deputados assumam responsabilidade por cortar despesas.
Crise institucional e investigações no STF
Santos criticou a institucionalidade brasileira, afirmando que a situação no Supremo Tribunal Federal (STF) mostra uma falta de sentido. Ele destacou o escândalo de corrupção envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-ministro André Mendonça, destacando que Moraes, envolvido em uma investigação, está usando prerrogativas ilegais para punir pessoas. Essa situação demonstra que a institucionalidade brasileira perde seu significado. Santos alegou que o próximo governo não reconhecerá decisões proferidas por Moraes e Toffoli, considerando-as nulas. Ele também defendeu a mobilização para discutir uma nova Constituição Federal, afirmando que o Brasil vive em um “não país”.
Propostas de segurança e ampliação do sistema prisional
O candidato também defendeu uma política de segurança pública inspirada no modelo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Santos propôs uma “guerra contra o crime organizado” e a possibilidade de intervenção federal em estados que não cooperarem com o combate à criminalidade. Ele também voltou a defender a ampliação do sistema prisional, com a criação de 300 mil novas vagas, distribuídas em dez presídios. Cada unidade exigiria investimentos de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões, com a construção em escala nacional.
Além disso, Santos criticou a passividade do candidato Augusto Cury (Avante), que está liderando as pesquisas de intenção de voto. Ele alega que a postura de Cury é um sinal de oportunismo e fraqueza. Santos afirmou que a agressividade que ele manifesta é a revolta contra a destruição do país. Ele também destacou que os demais candidatos estão envolvidos diretamente ou indiretamente no escândalo do Banco Master. No que diz respeito à composição política de seu eventual governo, Santos confirmou que pretende fazer alianças independentemente dos partidos e afirmou que terá uma “bancada grande e influente”. Ele criticou o modelo de presidencialismo brasileiro e destacou que o governo terá que rever as renúncias fiscais federais, começando pela Zona Franca de Manaus (ZFM). Além disso, defendeu a revisão de “superbenefícios” concedidos a militares e ao Poder Judiciário.
